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Quarta-feira, 30 de Abril de 2008

Itacaré - Praias : Praia da tiririca!

Com ondas fortes, a Praia da Tiririca é freqüentada o ano inteiro pela galera do surf.

É considerada o melhor pico de ondas da Bahia.

A onda rápida da Tiririca permite treinar manobras radicais 365 dias por ano.

A Associação de Surf de Itacaré toma conta do lugar e organiza eventos com freqüencia. Algumas etapas do campeonato baiano acontecem aqui.

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Quarta-feira, 23 de Abril de 2008

Itacaré Praias: Praia do Resende

Perto do centro mas sem infra-estrutura, a Praia do Resende fica em uma área de proteção visual onde qualquer construção é proibida.

Pequena enseada com imensos coqueiros, areia branca, piscinas naturais e ondas boas para surfar, a Praia do Resende é uma das mais tranquilas de Itacaré. O acesso se faz a pé por uma pequena trilha que sai da rua principal (o Caminho das Praias) onde é possível estacionar.

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Quinta-feira, 17 de Abril de 2008

Itacaré praias: Praia da Concha

Localizada perto do centro da cidade, a Praia da Concha possui águas calmas, sem ondas, e muitos coqueiros. Várias cabanas servindo bebidas e tira-gostos fazem da Concha a praia mais agitada do verão. Voltada para o norte, de frente para a enseada do Rio de Contas, a praia oferece um dos mais lindos visuais de Itacaré. No canto da praia, a Ponta do Xaréu é o melhor lugar para apreciar o pôr-do-sol.

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Quinta-feira, 10 de Abril de 2008

Gastronomia de Itacaré

Temperos, texturas, cores, sabores... Itacaré é um acontecimento também para o paladar. Novamente a tônica é a diversidade: para todos os gostos e bolsos. Desde um lanche rápido, passando por um delicioso cafezinho acompanhado por uma torta, até um magnífico jantar, tudo pode acontecer durante um passeio pelo circuito gastronômico de Itacaré.

A qualidade da matéria-prima também é uma característica a ser ressaltada. Como subproduto de diversas iniciativas de desenvolvimento sustentável, inúmeros pequenos produtores rurais começaram a se dedicar ao cultivo de produtos naturais de qualidade, que hoje estão disponíveis para o consumo. São legumes, frutas e verduras cultivados artesanalmente e livres de agrotóxicos. Além disso, a produção pesqueira aqui é abundante e rica em um sem número de espécies de peixes e frutos do mar. Praticamente não há a figura do atravessador. É quase como se os legumes, verduras, ovos e peixes viessem diretamente de sua origem para as mesas.

Com o turismo em alta, Itacaré começou a atrair inúmeros profissionais de gastronomia que para aqui vieram e se estabeleceram. Desta forma, associando o talento desses profissionais aos já mencionados produtos de qualidade, o resultado não poderia ser outro.

Itacaré oferece hoje um cardápio variadíssimo de opções gastronômicas e prazeres gustativos, misturando sabores regionais com amostras de grande parte das culinárias do mundo. Por causa dessas características, é possível passar uma semana em Itacaré, visitando um restaurante diferente a cada jantar.

No roteiro gastronômico de Itacaré, há alguns endereços que são simplesmente imperdíveis, como por exemplo: a Casa Sapucaia, com sua cozinha exótica e toques instigantes; a pizzaria Boca de Forno, um ambiente extremamente agradável, drinks deliciosos e, claro, uma pizza fantástica; o Jardim dos Sabores, com várias opções inesquecíveis de peixes, lagostas e frutos do mar; o Dedo de Moça, com seu ambiente clean e cardápio bem cuidado; o Ristorante Mediterrâneo, a melhor opção italiana da cidade, inclusive com direito a estrela do Guia 4 Rodas; o Casarão Amarelo, com culinária internacional e seus coquetéis e bebidas da melhor procedência.

O melhor mesmo é vir até aqui e conferir pessoalmente estas e muitas outras sugestões gastronômicas que Itacaré tem a lhe oferecer.

Para refletir
Vale lembrar que, um prato típico se mantém pelas emoções e lembranças que seu sabor desperta às pessoas. Os valores culturais de uma região incluem o alimento, pois este se fortaleceu e se modificou junto com a humanidade. Através da comida típica é que podemos entrar em contato mais rapidamente com a cultura deste povo. Não deixe de provar!

História de Itacaré

Itacaré tem suas origens mais remotas em uma aldeia indígena que viviam da caça, pesca e agricultura de subsistência. Nesta região a colonização portuguesa teve início por volta de 1530, com a implantação das capitanias hereditárias. Os portugueses trouxeram consigo os Jesuítas que tinham como um de seus objetivos a demarcação de terras.
Por volta do ano de 1720, o Jesuíta Luis da Grã ergueu uma capela sob a invocação de São Miguel, batizando a população com o nome de São Miguel da Barra do Rio de Contas. Ainda assim, o povoado só se tornaria um município em 1732, por obra e graça da Condessa do Resende – Dona Maria Athaíde e Castro. A Condessa era a donatária da capitania de Ilhéus e, em 26 de janeiro, elevou Itacaré à categoria de município.



Os principais monumentos históricos de Itacaré são a Igreja Matriz (1723) e a Casa dos Jesuítas. Contam os mais antigos que, durante o período de colonização, os indígenas que aqui viveram (gueréns e tupiniquins) atacavam constantemente moradores e jesuítas. Foi por isso que os padres decidiram construir um túnel ligando a Igreja e a Casa dos Jesuítas, por onde fugiam das perseguições, embrenhando-se pelas matas.

O primeiro Prefeito Municipal (Intendente, como era chamado na época) foi Joaquim Vieira dos Santos, que comandou Itacaré entre os anos de 1890 e 1893.

A base econômica, não só do município de Itacaré, como de uma região do sul da Bahia era a produção de cacau. Seu porto era um dos principais pontos de escoamento da produção agrícola do estado e, durante muitas décadas, os grandes senhores do cacau ditaram as regras e produziram a riqueza. Em meados dos anos 70, quando a vassoura de bruxa – praga que ataca as lavouras de cacau – chegou por aqui, começamos a assistir ao declínio e empobrecimento de toda a região. Mas o povo daqui é valente e resistente; enquanto tentava desenvolver técnicas de extermínio e prevenção contra a praga, foi também vislumbrando um novo caminho para o desenvolvimento: o turismo.

POR QUE “ ITACARÉ ” ?

O significado da palavra Itacaré ainda hoje causa algumas dúvidas; uns dizem que é “Pedra Redonda”; outros que é “Pedra Bonita”. Recentemente foi feita uma pesquisa junto à Biblioteca Central da Universidade Federal da Bahia. O resultado dessa pesquisa diz que a palavra Itacaré é formada por: “itacá” (rio ruidoso) e “ré” (diferente). Assim, Itacaré significaria “rio de ruído diferente”.

CARACTERÍSTICAS

Itacaré está localizada no Litoral Sul do Estado da Bahia e pertence à chamada “Costa do Cacau”, limitando-se com: Maraú, Aurelino Leal, Ubaitaba, Uruçuca, Ilhéus e Oceano Atlântico. Está dentro da faixa de clima tropical, com temperatura média de 27ºC (80ºF). Possui uma área de aproximadamente 732km² e seu acidente geográfico mais importante é o Rio de Contas.

A mistura de raças – entre índios, negro e brancos – que originou o povo brasileiro, pode ser vista nos traços dos nativos da chamada “nação grapiúna”, que é como Jorge Amado chamou, carinhosamente, a gente cativa desta terra.

Cultura e Folclore de Itacaré

Itacaré mantém vivas as tradições culturais da Bahia. Várias festas folcloricas animam regularmente as ruas da cidade. Não são espetáculos para turistas. As festas são organizadas pelo povo de Itacaré para o povo de Itacaré.

As raízes culturais e folclóricas na Bahia, de forma geral, estão intimamente ligadas à cultura negra trazida para estas terras através dos escravos. Nesse sentido, temos dois grandes berços: a Capoeira e o Candomblé.

CAPOEIRA

Ao mesmo tempo arte marcial e dança, a Capoeira é a pura expressão da cultura afro-brasileira. Existem três grupos de Capoeira em Itacaré: Luanda, Filhos de Zumbi e Tribo do Porto. Todos eles praticam a Capoeira Regional e organizam treinamentos diários, freqüentados por muitas crianças e jovens, e abertos os visitantes, inclusive para cursos.

CANDOMBLÉ

Sexta-feira é dia de branco na Bahia. É isso mesmo, adeptos ou não do Candomblé, já é quase uma tradição vestir-se de branco às sextas-feiras, em homenagem a Oxalá que, no sincretismo, representa Jesus Cristo. Independente de raça ou classe social, este e outros costumes trazidos por essa religião afro já estão incorporados ao dia-a-dia dos baianos.

O Candomblé é um antigo culto que tem como objetivo a adoração aos Orixás, considerados “espíritos da natureza” e provenientes dos 4 elementos: terra, fogo, água e ar.

No início da colonização, os rituais de Candomblé eram praticados nas próprias senzalas e nos terreiros das fazendas, onde trabalhavam os escravos africanos e seus descendentes. O mais antigo terreiro da Bahia é conhecido como Engenho Velho ou Casa Branca, em atividade há mais de 450 anos, na cidade de Salvador.

Cada orixá tem seu correspondente na Igreja Católica, com suas características próprias, como: dia da semana, cores, vestes, saudações e comidas. Domingo é dia de todos os Orixás. Identifique-se com um e reze para ele, pedindo proteção, saúde e paz acima de tudo:
Exú – mensageiro entre os homens e os orixás. Segunda-feira. Vermelho.
Ogum – abre caminhos. Terça-feira. Azul escuro. Santo Antônio.
Oxumaré – traço de união entre o céu e a terra. Terça-feira. Verde e amarelo.
Xangô – representado com machado de asas com dois gumes. Quarta-feira. Vermelho e branco. São Jerônimo.
Iansã – orixá dos ventos e tempestades. Quarta-feira. Vermelho. Santa Bárbara.
Oxóssi – verde e azul. Quinta-feira.
Logun Edé – orixá das matas, prefere a selva como morada. É caçador. Quinta-feira. Azul, verde. São Miguel.
Oxum – orixá dos raios e dos trovões, da beleza e do dengo. Sábado. Amarelo ouro.
Obá - quarta-feira. Branco e vermelho. Santa Joana D'Arc.
Omolú - Segunda-feira. Vermelho e preto. São Lázaro.
Nanã – a mais velha das orixás das águas. Terça-feira. Branco e azul. Senhora Santana.

Loko – orixá das matas e da rua, protetor dos pobres. Terça-feira. Branco. São Francisco.
Ossain – dono das folhas, é o médico do candomblé. As folhas exercem papel preponderante na mística do candomblé: no uso acentuado nos banhos e sempre presente em quase todos os seus momentos. Segunda-feira. Vermelho e azul. São Benedito.
Oxalá – é o orixá da criação e filho de Omolú. Deus supremo, representado pelo Senhor do Bonfim. Sexta-feira. Branco é a sua cor. Também conhecido como Oxalufã e Oxaguian.
Iemanjá – também conhecida como Janaína, sereia do mar, Dandalunda, rainha das águas. Sábado é o seu dia. Rosa claro e azul claro.
Ifá – orixá da adivinhação. É quem consulta o dono do terreiro e diz quem o santo escolheu para substituí-lo. Quinta-feira. Branco. Santíssimo Sacramento.

Em Itacaré, algumas das festas populares estão intimamente ligadas ao Candomblé. É o caso da Festa das Águas, que acontece todos os anos, desde de 1959, no dia 2 de fevereiro – dia de Iemanjá.


FESTAS JUNINAS

As Festas Juninas são manifestações culturais e folclóricas muito fortes em Itacaré, bem como em todo o Norte e Nordeste brasileiro. Essa tradição tem sua origem mais remota nos países no hemisfério norte e indicava o início do verão e, conseqüentemente, das colheitas. Desde os tempos pagãos a data é comemorada com fogueira, dança, música e muita comida.

Somente no século VI o catolicismo passou a associar esta celebração ao dia de São João e no século XIII os portugueses incluíram São Pedro e Santo Antonio nas festividades. No Brasil a data é comemorada desde 1583.

Em Itacaré, durante todo o mês de junho, dá pra sentir no ar o clima de festa. Cada bairro se organiza e constrói seu “arraiá” – pequeno salão feito com bambu e coberto com palha de coqueiro – onde se dança muito forró e é possível experimentar uma série de iguarias como: licor de genipapo, canjica, munguzá e tantos outros.

É bandeirinha colorida para tudo que é lado, ornamentando as ruas e se misturando às roupas, feitas com tecidos exageradamente estampados com motivos florais, próprias para dançar as quadrilhas – normalmente comandadas por um mestre de cerimônia, originárias de uma dança francesa chamada “quadrille”.

Resumindo, trata-se de uma das festas mais alegres do ano e, portanto, se estiver em Itacaré, não deixe de participar!