Cultura e Folclore de Itacaré
Itacaré mantém vivas as tradições culturais da Bahia. Várias festas folcloricas animam regularmente as ruas da cidade. Não são espetáculos para turistas. As festas são organizadas pelo povo de Itacaré para o povo de Itacaré.
As raízes culturais e folclóricas na Bahia, de forma geral, estão intimamente ligadas à cultura negra trazida para estas terras através dos escravos. Nesse sentido, temos dois grandes berços: a Capoeira e o Candomblé.
CAPOEIRA
Ao mesmo tempo arte marcial e dança, a Capoeira é a pura expressão da cultura afro-brasileira. Existem três grupos de Capoeira em Itacaré: Luanda, Filhos de Zumbi e Tribo do Porto. Todos eles praticam a Capoeira Regional e organizam treinamentos diários, freqüentados por muitas crianças e jovens, e abertos os visitantes, inclusive para cursos.
CANDOMBLÉ
Sexta-feira é dia de branco na Bahia. É isso mesmo, adeptos ou não do Candomblé, já é quase uma tradição vestir-se de branco às sextas-feiras, em homenagem a Oxalá que, no sincretismo, representa Jesus Cristo. Independente de raça ou classe social, este e outros costumes trazidos por essa religião afro já estão incorporados ao dia-a-dia dos baianos.
O Candomblé é um antigo culto que tem como objetivo a adoração aos Orixás, considerados “espíritos da natureza” e provenientes dos 4 elementos: terra, fogo, água e ar.
No início da colonização, os rituais de Candomblé eram praticados nas próprias senzalas e nos terreiros das fazendas, onde trabalhavam os escravos africanos e seus descendentes. O mais antigo terreiro da Bahia é conhecido como Engenho Velho ou Casa Branca, em atividade há mais de 450 anos, na cidade de Salvador.
Cada orixá tem seu correspondente na Igreja Católica, com suas características próprias, como: dia da semana, cores, vestes, saudações e comidas. Domingo é dia de todos os Orixás. Identifique-se com um e reze para ele, pedindo proteção, saúde e paz acima de tudo:
Exú – mensageiro entre os homens e os orixás. Segunda-feira. Vermelho.
Ogum – abre caminhos. Terça-feira. Azul escuro. Santo Antônio.
Oxumaré – traço de união entre o céu e a terra. Terça-feira. Verde e amarelo.
Xangô – representado com machado de asas com dois gumes. Quarta-feira. Vermelho e branco. São Jerônimo.
Iansã – orixá dos ventos e tempestades. Quarta-feira. Vermelho. Santa Bárbara.
Oxóssi – verde e azul. Quinta-feira.
Logun Edé – orixá das matas, prefere a selva como morada. É caçador. Quinta-feira. Azul, verde. São Miguel.
Oxum – orixá dos raios e dos trovões, da beleza e do dengo. Sábado. Amarelo ouro.
Obá - quarta-feira. Branco e vermelho. Santa Joana D'Arc.
Omolú - Segunda-feira. Vermelho e preto. São Lázaro.
Nanã – a mais velha das orixás das águas. Terça-feira. Branco e azul. Senhora Santana.
Loko – orixá das matas e da rua, protetor dos pobres. Terça-feira. Branco. São Francisco.
Ossain – dono das folhas, é o médico do candomblé. As folhas exercem papel preponderante na mística do candomblé: no uso acentuado nos banhos e sempre presente em quase todos os seus momentos. Segunda-feira. Vermelho e azul. São Benedito.
Oxalá – é o orixá da criação e filho de Omolú. Deus supremo, representado pelo Senhor do Bonfim. Sexta-feira. Branco é a sua cor. Também conhecido como Oxalufã e Oxaguian.
Iemanjá – também conhecida como Janaína, sereia do mar, Dandalunda, rainha das águas. Sábado é o seu dia. Rosa claro e azul claro.
Ifá – orixá da adivinhação. É quem consulta o dono do terreiro e diz quem o santo escolheu para substituí-lo. Quinta-feira. Branco. Santíssimo Sacramento.
Em Itacaré, algumas das festas populares estão intimamente ligadas ao Candomblé. É o caso da Festa das Águas, que acontece todos os anos, desde de 1959, no dia 2 de fevereiro – dia de Iemanjá.
FESTAS JUNINAS
As Festas Juninas são manifestações culturais e folclóricas muito fortes em Itacaré, bem como em todo o Norte e Nordeste brasileiro. Essa tradição tem sua origem mais remota nos países no hemisfério norte e indicava o início do verão e, conseqüentemente, das colheitas. Desde os tempos pagãos a data é comemorada com fogueira, dança, música e muita comida.
Somente no século VI o catolicismo passou a associar esta celebração ao dia de São João e no século XIII os portugueses incluíram São Pedro e Santo Antonio nas festividades. No Brasil a data é comemorada desde 1583.
Em Itacaré, durante todo o mês de junho, dá pra sentir no ar o clima de festa. Cada bairro se organiza e constrói seu “arraiá” – pequeno salão feito com bambu e coberto com palha de coqueiro – onde se dança muito forró e é possível experimentar uma série de iguarias como: licor de genipapo, canjica, munguzá e tantos outros.
É bandeirinha colorida para tudo que é lado, ornamentando as ruas e se misturando às roupas, feitas com tecidos exageradamente estampados com motivos florais, próprias para dançar as quadrilhas – normalmente comandadas por um mestre de cerimônia, originárias de uma dança francesa chamada “quadrille”.
Resumindo, trata-se de uma das festas mais alegres do ano e, portanto, se estiver em Itacaré, não deixe de participar!
As raízes culturais e folclóricas na Bahia, de forma geral, estão intimamente ligadas à cultura negra trazida para estas terras através dos escravos. Nesse sentido, temos dois grandes berços: a Capoeira e o Candomblé.
CAPOEIRA
Ao mesmo tempo arte marcial e dança, a Capoeira é a pura expressão da cultura afro-brasileira. Existem três grupos de Capoeira em Itacaré: Luanda, Filhos de Zumbi e Tribo do Porto. Todos eles praticam a Capoeira Regional e organizam treinamentos diários, freqüentados por muitas crianças e jovens, e abertos os visitantes, inclusive para cursos.
CANDOMBLÉ
Sexta-feira é dia de branco na Bahia. É isso mesmo, adeptos ou não do Candomblé, já é quase uma tradição vestir-se de branco às sextas-feiras, em homenagem a Oxalá que, no sincretismo, representa Jesus Cristo. Independente de raça ou classe social, este e outros costumes trazidos por essa religião afro já estão incorporados ao dia-a-dia dos baianos.
O Candomblé é um antigo culto que tem como objetivo a adoração aos Orixás, considerados “espíritos da natureza” e provenientes dos 4 elementos: terra, fogo, água e ar.
No início da colonização, os rituais de Candomblé eram praticados nas próprias senzalas e nos terreiros das fazendas, onde trabalhavam os escravos africanos e seus descendentes. O mais antigo terreiro da Bahia é conhecido como Engenho Velho ou Casa Branca, em atividade há mais de 450 anos, na cidade de Salvador.
Cada orixá tem seu correspondente na Igreja Católica, com suas características próprias, como: dia da semana, cores, vestes, saudações e comidas. Domingo é dia de todos os Orixás. Identifique-se com um e reze para ele, pedindo proteção, saúde e paz acima de tudo:
Exú – mensageiro entre os homens e os orixás. Segunda-feira. Vermelho.
Ogum – abre caminhos. Terça-feira. Azul escuro. Santo Antônio.
Oxumaré – traço de união entre o céu e a terra. Terça-feira. Verde e amarelo.
Xangô – representado com machado de asas com dois gumes. Quarta-feira. Vermelho e branco. São Jerônimo.
Iansã – orixá dos ventos e tempestades. Quarta-feira. Vermelho. Santa Bárbara.
Oxóssi – verde e azul. Quinta-feira.
Logun Edé – orixá das matas, prefere a selva como morada. É caçador. Quinta-feira. Azul, verde. São Miguel.
Oxum – orixá dos raios e dos trovões, da beleza e do dengo. Sábado. Amarelo ouro.
Obá - quarta-feira. Branco e vermelho. Santa Joana D'Arc.
Omolú - Segunda-feira. Vermelho e preto. São Lázaro.
Nanã – a mais velha das orixás das águas. Terça-feira. Branco e azul. Senhora Santana.
Loko – orixá das matas e da rua, protetor dos pobres. Terça-feira. Branco. São Francisco.
Ossain – dono das folhas, é o médico do candomblé. As folhas exercem papel preponderante na mística do candomblé: no uso acentuado nos banhos e sempre presente em quase todos os seus momentos. Segunda-feira. Vermelho e azul. São Benedito.
Oxalá – é o orixá da criação e filho de Omolú. Deus supremo, representado pelo Senhor do Bonfim. Sexta-feira. Branco é a sua cor. Também conhecido como Oxalufã e Oxaguian.
Iemanjá – também conhecida como Janaína, sereia do mar, Dandalunda, rainha das águas. Sábado é o seu dia. Rosa claro e azul claro.
Ifá – orixá da adivinhação. É quem consulta o dono do terreiro e diz quem o santo escolheu para substituí-lo. Quinta-feira. Branco. Santíssimo Sacramento.
Em Itacaré, algumas das festas populares estão intimamente ligadas ao Candomblé. É o caso da Festa das Águas, que acontece todos os anos, desde de 1959, no dia 2 de fevereiro – dia de Iemanjá.
FESTAS JUNINAS
As Festas Juninas são manifestações culturais e folclóricas muito fortes em Itacaré, bem como em todo o Norte e Nordeste brasileiro. Essa tradição tem sua origem mais remota nos países no hemisfério norte e indicava o início do verão e, conseqüentemente, das colheitas. Desde os tempos pagãos a data é comemorada com fogueira, dança, música e muita comida.
Somente no século VI o catolicismo passou a associar esta celebração ao dia de São João e no século XIII os portugueses incluíram São Pedro e Santo Antonio nas festividades. No Brasil a data é comemorada desde 1583.
Em Itacaré, durante todo o mês de junho, dá pra sentir no ar o clima de festa. Cada bairro se organiza e constrói seu “arraiá” – pequeno salão feito com bambu e coberto com palha de coqueiro – onde se dança muito forró e é possível experimentar uma série de iguarias como: licor de genipapo, canjica, munguzá e tantos outros.
É bandeirinha colorida para tudo que é lado, ornamentando as ruas e se misturando às roupas, feitas com tecidos exageradamente estampados com motivos florais, próprias para dançar as quadrilhas – normalmente comandadas por um mestre de cerimônia, originárias de uma dança francesa chamada “quadrille”.
Resumindo, trata-se de uma das festas mais alegres do ano e, portanto, se estiver em Itacaré, não deixe de participar!
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